quinta-feira, 7 de maio de 2015

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Brasileiros relatam situação do Nepal após terremoto.

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Era 25 de abril, dia escolhido por uma família de brasileiros que vive no Nepal para fazer as compras em um supermercado. Foi ali, dentro do estabelecimento comercial que eles sentiram os tremores que assolaram e destruíram a cidade.
A intensidade do tremor foi de 7,9 na escala Richter, casas e imóveis comerciais ruíram, milhares de pessoas morreram e Patrícia, Adenildo e sua filha Rafaela escaparam por pouco.
Patrícia, ainda dentro do mercado, viu três nepalesas se abraçando. Seu esposo e a filha do casal tinham saído para outra área do mercado para comer. “De repente Adenildo apareceu no antepenúltimo corredor e disse: ‘Corre Patrícia, é terremoto, temos que sair daqui'”, lembra ela.
As prateleiras do mercado começaram a cair, o casal pulava e corria tentando não ser atingido pelos objetos. “Eu perdi o equilíbrio e cai no pé de uma prateleira”, se recorda Patrícia que começou a se preocupar com a filha que não estava ao lado deles e do filho, Matheus, que ficou em casa.
Rafaela conseguiu sair do mercado e esperou pelos pais na rua. Assustados, a família pode ver o teto externo do supermercado cair enquanto eles tentavam desesperadamente encontrar um local seguro.
“A ordem dos policiais eram que todos ficassem juntos no meio da rua, longe de qualquer edificação”.
Todos se juntavam na rua e logo em seguida mais um tremor aconteceu. “Foi um pânico geral”, recorda ela que conseguiu carona para voltar para casa quando os tremores cessaram e encontrou seu filho também do lado de fora da casa, totalmente são junto com o dono do imóvel.
Por segurança, eles tiveram que dormir em um campo de plantação debaixo de tendas de plástico e depois ficaram três dias dormindo na quadra de uma escola até que puderam voltar para casa.
O livramento vivido pelos brasileiros não foi o mesmo de milhares de pessoas que perderam suas casas e também os seus entes queridos. Quase 15 dias após o terremoto, as autoridades já encontraram mais de 7 mil mortos e agora tentam reconstruir e limpar as cidades atingidas.
A família brasileira tem ajudado os sobreviventes a reconstruírem suas vidas e tem se firmado na fé em Deus para ter forças e levar esperança para os nepaleses e outros povos que estavam no país no dia do terremoto.
Empresas e grupos missionários como o CMDT estão somando recursos financeiros para ajudar na reconstrução das cidades. A população precisa de alimento, água, remédios e muita oração. Ore pelo povo do Nepal.

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