quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

“Orando em voz baixa para que não percebessem que éramos cristãs”

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 Em matéria do jornal O Estado de S.Paulo, estudante conta como conseguiu escapar do grupo extremista Boko Haram. "Aquela noite ainda não terminou"
Era a noite de 14 para 15 de abril de 2014. Todas as 300 garotas do colégio público de Chibok, no nordeste da Nigéria, estavam dormindo. Algumas sonhando e outras tantas viajando em seus planos. Mas aquela seria, para muitas, uma noite que jamais terminou e, pior, passou a ser esquecida do restante da comunidade internacional. Perto das 11h30 da noite, homens armados do Boko Haram invadiram a escola, foram até o alojamento onde estavam as garotas e as sequestraram.
Quase um ano depois, uma delas conta a história daquele momento dramático. Em entrevista exclusiva ao Estado, uma dessas estudantes sequestradas revela detalhes da tensão vivida para conseguir escapar naquela noite. Desde então, sua identidade continua sendo protegida para evitar que ela ou sua família sejam assassinadas.
Hoje, ela é apenas conhecida como Saa e, apesar das dificuldades, tenta reconstruir sua vida. Um ano depois e vivendo nos Estados Unidos graças a uma bolsa de estudos, Saa viu sua vida mudar radicalmente. Mudanças que ela tentou assimilar: no lugar de roupas largas de um vilarejo nigeriano, veste um jeans estreito, óculos de sol de marca e botas de couro. Usa uma peruca e não passa mais de dois minutos sem mexer em seu smartphone. Questionada sobre seus planos e sonhos, a resposta se assemelha à de qualquer outra garota de sua idade, marcada por um ar de inocência no sorriso aos 18 anos de idade.
Saa poderia ser uma garota de qualquer parte do mundo se não fosse por sua história. "Aquela noite ainda não terminou", disse. "O mundo não pode nos abandonar nas mãos do Boko Haram".  A nigeriana esteve em Genebra nesta semana para reuniões na ONU, onde concedeu entrevista. 

Confira os principais trechos da conversa aqui
Portas Aberta

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