quarta-feira, 26 de julho de 2017

"Estou apaixonada por ele, o que faço?"

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Antes, vamos analisar: O que é paixão?
 O termo paixão deriva do latim passione, sentimento excessivo; amor ardente; afeto violento; entusiasmo, e do grego, derivada de paschein, padecer uma determinada ação ou efeito de algum evento. As paixões, entendidas como emoções, mobilizam a pessoa impondo-se à sua vontade e à sua razão."

Paixão é emoção. Como emoção, paixão é alegria e tristeza, bálsamo e dor.

Paixão é imposição, mas imposição de quem ou do quê? A paixão é imposição dos sentidos, resultado de uma complexa relação entre corpo e mente, consciência e inconsciência, física e química, que desencadeia um processo geralmente não planejado que nos leva a desejar ardentemente, e até obsessivamente coisas ou pessoas.

Paixão é a dor do amor.

Alguns cientistas a descrevem como "uma descarga bioquímica que transporta no interior de nosso ser um misto de adrenalina e outras substâncias secretas, que produzem uma certa confusão emocional.”

A paixão, ao contrário do amor, dura intensamente por um tempo muito curto.

O amor autêntico é altruísta, dirige-se à outra pessoa, não busca os seus próprios interesses. A paixão é simplesmente a busca por uma satisfação egoísta.

O que fica nos relacionamentos e nas realizações fundamentados na mera paixão, quando esta se acaba? Minha resposta é culpa, frustração, arrependimento e outros sentimentos semelhantes.

Sempre que a palavra “paixão” aparece na Bíblia, percebe-se nela um sentido negativo. Por exemplo (é para ler esses versículos viu?!):

Paixões Infames (Rm 1.26) Paixão Lasciva (Cl 3.5) Paixões da Mocidade (2 Tm 2.22) Paixões Mundanas (Tt 2.12) Paixões na Ignorância (1 Pe 1.14) Paixões Corruptoras (2 Pe 1.4) Paixões Ímpias (Jd 18)
 Este forte sentimento pode provocar o desejo por aquilo, aquele ou aquela sem ser necessariamente o desejo pelo proibido, pelo inacessível, pela propriedade, pelo amor alheio. Geralmente a paixão se impõe não respeitando os limites da ética, das convenções culturais, do outro.

 Desta forma, o desejo ardente pelo coisa ou pelo outro pode nos induzir ao erro, à transgressão, ao pecado. A paixão não enxerga nem pensa no futuro, só se interessa pelo presente, pela conquista aqui e agora, pela simples materialização e concretização da loucura, pelo alcance do prazer de ter, de possuir e estar com o que e com quem loucamente se deseja.

Lembram de Davi e Bate-Seba? A paixão proibida deles causou em uma tragédia após a outra.


Ninguém está livre de se apaixonar lícita ou ilicitamente. A paixão não respeita cargos, funções, sexo, idade, classe social. A paixão não "pensa" nas consequências. Por isso, enquanto puder ,fuja da paixão (2 Tm 2.22), principalmente da ilícita. Só o tempo e as atitudes podem transformar paixão em amor. Transformar paixão ilícita em lícita.

Achar que está livre de se apaixonar, ou negligenciar a força da paixão, são ideias que podem ser usadas pela própria paixão para se apropriar, dominar e controlar a mente e as ações de quem quer que seja.
Então, fica a dica da Bárbara. Fuja dessa paixão. Ore a Deus, peça entendimento, para que ele te der um amor verdadeiro.

Paz convosco queridos de Deus =)
Fonte: Cristo nos Salvou.blogspot
Autor: Barbara Duarte

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