quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

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LIÇÃO 04 - NÃO FARÁS IMAGENS DE ESCULTURAS.

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 INTRODUÇÃO
O Segundo Mandamento do Decálogo é muito parecido com o primeiro. Nele Deus proíbe fazer imagem de
escultura de alguma figura no céu, na terra e debaixo da terra (Êx 20.4). Nesta lição, veremos que neste mandamento
Deus proíbe também que se faça imagem dele mesmo, pois fazer uma escultura sua, seria limitá-lo. Nada na terra pode ser
comparado com Deus, pois Ele é transcendente, ou seja, está acima da criação. A razão para esta ordenança baseia-se no
zelo de Deus que exige exclusividade de seus adoradores (Êx 20.5). Ele é Espírito e portanto deve ser adorado em espírito
e em verdade (Jo 4.24).


I – O SEGUNDO MANDAMENTO
“Não farás para ti imagem de escultura [...]” (Êx 20.4-6). Este segundo mandamento do Decálogo é tão
parecido com o primeiro que parece constituir uma extensão dele, levando algumas pessoas a considerarem-no parte do
primeiro. “Na tradição protestante, esse versículo é considerado um prólogo ao Decálogo. Ainda no judaísmo, as orientações
acerca de “Não terás outros deuses” (v. 3) e “Não farás para ti imagem de escultura” (vv. 4-6) são consideradas um único
mandamento e, juntas, constituem o segundo mandamento” (HAMILTON, 2007, p. 218 – acréscimo nosso). Não obstante a
forma de divisão, temos aqui uma descrição da natureza de Deus e do modo como ele deve ser adorado. Mais uma vez, há
um rompimento claro com os deuses e o estilo de culto no Egito. O presente mandamento além de proibir veementemente
a criação e o uso de imagens esculpidas como objeto de adoração, de maneira mais essencial, é um lembrete de que Deus
é Espírito, que não deve ser concebido à imagem do homem ou de qualquer outra criatura. Este importante mandamento,
trás consigo três importantes verdades que merecem ser destacadas:
1.1 Deus não admite ser representado por nenhuma imagem (Êx 20.4-a). “Todas as vezes em que os patriarcas ou
Moisés falaram “face a face” com Deus, nem por uma vez deram qualquer pista daquilo que viram ou de sua aparência. Ter
acesso a uma imagem de Deus sugere, de certa forma, que ele pode ser controlado e manipulado. Talvez a melhor definição de
idolatria pertença a Agostinho: “Idolatria é adorar algo que deve ser usado, ou usar algo que deve ser adorado” (HAMILTON,
2007, pp. 220,221 – acréscimo nosso). O fato de Deus se apresentar ao povo na coluna de nuvem e de fogo demonstra
claramente a intenção de não aparecer em nenhuma forma que pudesse ser reproduzida (Êx 13.21). Moisés deixa bem
claro isso quando disse: “Então o SENHOR vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da
voz, não vistes figura alguma” (Dt 4.12). A adoração segundo a Bíblia requer que seja espiritual, adequado à natureza de
Deus, sem qualquer imaginação carnal, ou representações externas da glória Dele (Jo 4.23,24; Fp 3.3). As partes do culto
divino são: oração, louvor, pregação da Palavra e administração das ordenanças. Isso deve ser observado tal como foram
entregues, ou seja, sem qualquer adição, corrupção e alteração deles (Dt 4.2; 1 Co 11.2).

 1.2 Deus não é a criação, Ele é o Criador (Êx 20.4-b). O registro do livro do Êxodo capítulo 32 nos mostra que com
menos de quarenta dias depois de haver prometido solenemente que guardariam a Lei, os israelitas quebraram a aliança
com o Senhor. Enquanto Moisés estava no monte, o povo israelita cansou-se de esperar seu líder e pediu a Aarão que lhe
fizesse uma representação visível da divindade. Nesta ocasião “manifestou-se a tendência idólatra do coração humano,
que não se contenta com um Deus invisível; quer ter sempre um deus a quem se possa ver e apalpar. Israel queria servir a
Deus por meio de uma imagem e a fez provavelmente na forma do deus egípcio, o boi Apis. Não se sabe se Israel queria
prestar culto ao deus egípcio ou meramente representar o Senhor em forma de um bezerro. Todavia, em Êxodo 32.4,5,
vemos uma clara indicação que a segunda afirmativa é a mais coerente (HOFF, 1995, p. 63 – acréscimo nosso). A Bíblia
nos mostra que: (1) Deus é incriado (Gn 1.1; Is 43.13); (2) com nada pode ser comparado (Is 40.18-23); e (3) Ele é
transcendente, ou seja, está acima da criação (At 17.24-29).
1.3 Deus exige exclusividade (Êx 20.5). O motivo que deve nos levar a obedecer a esta ordem são tomadas a partir de
Deus que, sendo zeloso, não dá sua glória a nenhum outro, nem o seu louvor às imagens de escultura (Dt 4.23,24; 32.21;
Is 42.8). A expressão zeloso na relação do homem com Deus, é visto mais positivamente como o ato da promoção de
Deus e Sua glória contra substitutos. Logo, “o Senhor é um “Deus zeloso”, não no sentido de que tenha inveja de outros
deuses, pois sabe que todos os outros “deuses” são fruto da imaginação e não existem de fato. A palavra “zeloso”
expressa seu amor por seu povo, pois deseja o que é melhor para eles. Assim como os pais são zelosos com os filhos e os
cônjuges com seus companheiros, Deus também é zeloso com aqueles a quem ama e não tolera qualquer concorrência
(Zc 1.14; 8.2). Nas Escrituras, a idolatria equivale a prostituição e ao adultério (Os 1-3; Jr 2-3; Ez 16; 23; Tg 4.4,5). Deus
deseja e merece o amor exclusivo de seu povo (Êx 34.14; Dt 4.24; 5.9; 6.15)” (WIERSBE, 2008, p. 324). Sua punição é
severa contra os que fazem tais coisas, castigando até mesmo a posteridade deles que trilhará os seus passos; mas o amor
e a misericórdia será para com aqueles que observam seus preceitos (Is 42.8; Dt 32.21, 1 Re 19.18).


III – DEUS É ESPÍRITO
“Os samaritanos eram considerados sectários pelos judeus do primeiro século, e inimigos a serem evitados.
Forçados a abandonar a idolatria, os samaritanos elaboraram uma interpretação própria do Pentateuco, consagrando o
monte Gerizim como o seu local de adoração. Além disso, rejeitavam o restante do Antigo Testamento. Jesus, na sua
conversa com a mulher samaritana, desfez esse grave erro: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem
em espírito e em verdade” (Jo 4.24). De acordo com essa declaração, a adoração não está limitada a nenhum local
específico, posto que tal, fato refletiria um conceito falso da natureza divina. A adoração teria de estar em conformidade
com a natureza espiritual de Deus. Deus, como espírito, é imortal, invisível e eterno, digno de nossa honra e glória para
sempre (I Tm 1.17). Como espírito, Ele habita na luz, da qual os seres humanos são incapazes de aproximar-se (I Tm
6.16). Sua natureza espiritual é-nos de difícil entendimento, pois ainda não o temos visto conforme Ele é. E, à parte da fé,
somos incapazes de compreender o que não experimentamos. Nossa percepção sensorial não nos oferece nenhuma ajuda
para discernirmos a natureza espiritual de Deus. Ele não está preso à matéria” (HORTON, 2006, p. 68).
CONCLUSÃO
Confessar ou crer que existe um Deus não é suficiente. É preciso crer e adorar de forma correta. A proibição no
segundo mandamento de não fazer imagem de escultura não só reprova a idolatria e o politeísmo, como também outras
formas de crença em Deus que não se coadunam com o que a sua Palavra, nossa única regra de fé e prática ensina.


REFERÊNCIAS
• CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia
e Filosofia. HAGNOS.
• HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco.
CPAD.
• HOFF, Paul. O Pentateuco. VIDA.
• HORTON, Stanley. Teologia Sistemática. CPAD
• STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.
CPAD.
• WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico
Expositivo. Geográfica.

Rede Brasil de Comunicação

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