quarta-feira, 19 de novembro de 2014

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Cristãos compartilham como têm vivido no Iraque.

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A Igreja no Iraque tem se esforçado para permanecer firme, apesar das circunstâncias tão adversas. Cristãos refugiados precisam de auxílio para prosseguir a vida e sustentar sua família onde estão
No centro de Erbil, perto da fortaleza histórica da cidade, os andares superiores de um enorme shopping center são hoje o lar de cerca de 350 famílias deslocadas, 80% delas são cristãs. Rajih* é o homem que se apresenta como responsável por essas pessoas. "Há apenas uma solução rápida: tirar-nos daqui", diz ele.
"Isso é o que quase todos nós queremos", afirma Jala*, uma jovem cristã. Ela fugiu com os pais de Qaraqosh no início de agosto. "Vivemos primeiro em tendas, depois em um edifício inacabado. Nós gostaríamos de mudar para um apartamento alugado em uma vila não muito longe de Erbil, mas é muito caro e estamos todos sem trabalho."
Nasir*, um jovem cristão, pai de dois filhos, não concorda com os outros sobre deixar o Iraque. "Deus nos quer aqui, vamos ficar. Mas muitas famílias que conhecemos dizem que não veem futuro aqui para seus filhos”, conta ele, enquanto dirige em torno de Erbil.
Diversos cristãos deslocados mencionam as mesmas dificuldades. "Viver na região curda não é possível para nós. Queremos um trabalho, mas é necessário falar curdo, e nós falamos árabe. Alugar um lugar para viver é muito caro. Não temos como nos sustentar”.
Alima* mantém sua filha recém-nascida nos braços. O bebê nasceu em Qaraqosh no dia exato em que a família fugiu para Erbil. "Eu estava muito cansada", lembra Alima, ao reviver em sua mente como foi sair da aldeia logo após dar à luz a sua filha. "Nós estávamos em uma condição ruim, claro. Eu nem sequer tive tempo de vestir o meu bebê; pegamos as roupinhas da minha filha na mão e fomos vestindo-a enquanto andávamos”.
Oficialmente o pequeno bebê nem sequer existe ainda. "Para obtermos uma identidade para ela, nós temos que ir a Bagdá, mas não podemos viajar agora por causa da situação no país", conta Youssef, o pai da menina.
Fonte: Missão Portas Abertas

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