quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Moisés - Sua Liderança e Seus Liderados - Pr. Geraldo Carneiro Filho

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 I - INTRODUÇÃO:
Aquele que ouve um bom conselho e o coloca em prática, demonstra autocrítica, humildade e sabedoria (Pv 12:15; 19:20).
II - A OPORTUNIDADE DO CONSELHO:
A palavra CONSELHO significa PARECER; JUÍZO; ADVERTÊNCIA; ADMOESTAÇÃO; AVISO, OPINIÃO SOBRE O QUE CONVÉM FAZER.
Existem maus conselhos como os dos ímpios (Sl 1:1), dos pecadores (Pv 1:10), dos perversos (Pv 12:5), etc. Porém, há os bons, como os dos anciãos de Roboão (I Rs 12:7); o de Daniel a Nabucodonosor (Dn 4:27) e o de Jetro, que foi bom e sábio, e o qual Moisés atendeu.
Ex 18:13-16 - Quando Israel saiu do Egito, era cerca de seiscentos mil homens, sem contar as mulheres e crianças (Ex 13:27). Imaginemos grande parte deste povo consultando o legislador que não possuía auxiliares.
Jetro viu que Moisés gastava o dia todo no atendimento ao povo, que era, aproximadamente, de dois a três milhões de almas; observou que Moisés estava sobrecarregado, e como consequência disto: O povo ficava em pé desde a manhã até à tarde; todas as questões espirituais e materiais eram resolvidas por Moisés somente. Certamente isto provocava murmurações entre eles, devido à demora no atendimento, tendo que ficar em pé quase o dia todo. Moisés estava sujeito a desfalecer, porquanto atender a essa gente toda era trabalho maior que a resistência de um homem (Ec 7:16-17).
Sempre vemos uma situação assim: o líder fazendo tudo sozinho. Porém há líder que não gosta de admitir que existem coisas que ele não pode fazer de forma solitária.
Jetro não quis interferir no ministério do genro; o propósito era ajudar Moisés, aliviando-o da árdua tarefa que exercia sozinho, pois se assim continuasse, certamente desfaleceria (Ex 18:17-18).
Muitos obreiros nos nossos dias estão trazendo para si compromissos que se acumulam de tal modo, tornando inviável a sua execução e causando prejuízos à causa de Cristo. A intenção pode ser a melhor possível, mas não devemos esquecer que somos humanos, sujeitos ao cansaço físico e mental (Mc 6:31; Fp 2:25-30).
Mesmo com consequências funestas, muitos querem fazer tudo sozinho e se julgam super-homens. São pessoas que desejam manter o “poder” em suas mãos e não confiam nos outros, esquecendo-se eles que o trabalho de Deus funciona em equipe, como um corpo, onde cada um deve fazer a sua parte, pois recebeu um dom para fazer um trabalho específico na obra do Senhor e ninguém é insubstituível - Ef 4:16; I Cor 12:1-31.
Não é pecado descansar. Quantos, que por negligenciarem o descanso do seu corpo e os cuidados com a sua saúde, têm tido um ministério reduzido.
Ex 18.19-24- Após analisar o desempenho da atividade de Moisés, disse-lhe Jetro: “Não é bom o que fazes”. Então, pela sua experiência, apresentou ao seu genro um plano administrativo, sugerindo três medidas importantíssimas a serem tomadas por Moisés:
(1) - Ensinar o povo os estatutos e as leis - Sl 119:7, 26-27, 55-56 - Pelo conselho de Jetro, Moisés deveria ser o guia espiritual do povo perante Deus; deveria apenas interceder pelo povo diante do Senhor e julgar as questões difíceis e complexas (Ex 18:9, 22). O povo deveria aprender as leis para que pudesse observá-las, ou seja, aprender como andar perante Deus (Ex 18:20).
Quantas dificuldades encontramos hoje no sentido de desenvolver um bom programa nas nossas igrejas por falta de pessoas que conheçam a Palavra de Deus.
(2) - A liderança consiste na distribuição de responsabilidades e na designação de tarefas - Ex 18:21 - O líder deve aprender a selecionar outros líderes que o ajudem a suportar a carga da liderança; precisa saber quais qualidades tem que buscar nos líderes que possam ajudá-lo. Moisés tinha a responsabilidade de descobrir homens com as seguintes qualidades e com os quais dividiria as tarefas:
(A) - Capazes - Isto é, capazes no conhecimento de Deus, na prática de sua vontade e na habilidade para executar a Sua obra.
Esta palavra frequentemente é expressa para designar homens valentes, valorosos, heroicos - Js 1.14; Jz 6.12; I Rs 11.28. Também tem a acepção de capacidade e eficiência, muitas vezes envolvendo dignidade moral - Pv 12.4; 31.10; Rt 3.11.
(B) - Tementes a Deus - Temor de Deus não é ter medo do Senhor, e sim o receio de ofender o Todo-Poderoso. É pensar antes de agir (Gn 39:9). Tementes a Deus implica em ter reverência, temor e dedicação.
(C) - Homens de verdade - Ou seja, corajosos, destemidos, ousados, confiantes, firmes, fieis. Corresponde ao líder poder apoiar-se neles (homens de verdade) para obter sustento.

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