sábado, 14 de dezembro de 2013

Manual da surra: Livro cristão sobre criação de filhos causa polêmica.

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O livro ‘To Train Up a Child’ (‘Treinando uma Criança’) escrito pelo casal de pastores Michael e Debbie Pearl tem causado revolta em pais e educadores dos Estados Unidos.
Os autores ensinam os pais a corrigirem seus filhos usando palmadas, cintos e varas, mas depois que três crianças morreram espancadas por seus pais, possivelmente leitores do livro, a obra passou a ser investigada.
“Treinar é condicionar a mente da criança antes que surja uma crise; é uma preparação para obediência futura, instantânea e sem questionamentos”, afirma o primeiro capítulo do livro.
Em outras páginas os pastores aconselham a usarem um régua de 30 centímetros ou um galho pequeno de chorão para corrigir crianças com menos de um ano e galhos maiores ou cintos para corrigir crianças maiores.
O livro foi lançado há anos e fez muito sucesso entre os pais mais conservadores, ensinando que as crianças precisam ser “treinadas” desde muito cedo para se tornarem obedientes.
As lições do casal Pearl são de fato exageradas, os autores chegam a sugerir que os pais se sentem em cima das crianças antes de bater. “Se você precisar sentar em cima dela para bater nela, não hesite. E segure ele nessa posição até que ele se renda. Derrote-o completamente”.
O site G1 mostrou o testemunho de uma mulher que usou o nome falso de Hannah. Filha de batistas tradicionais do noroeste da Flórida, ela relata que apanhava muito e muitas vezes sem ter um motivo.
Hannah diz que uma vez seu pai se descontrolou na hora de castigá-la ao descobrir que ela tinha brigado na escola. Ele teria usado réguas e paus, chegando a quebrar cinco galhos durante a surra.
“Nas semanas seguintes, eu não conseguia sentar direito [devido à dor] e ele me dizia ‘pare de fazer melodrama, o que há de errado com você?’ Minha mãe me examinou e [a região próxima ao meu cóccix] estava ferida e inchada”, recorda.
Ela acusa o livro dos pastores de terem influenciado seus pais a serem tão violentos com ela e com sua irmã mais nova.
Mas Hannah não é a única pessoa que cresceu sob as normas da obra, pois o livro já vendeu mais de 800 mil cópias em todo o país. A primeira edição foi lançada em 1994 e só em 2010 é que foi identificado um caso de morte por espancamento cujo réu era leitor do livro.
O caso foi da pequena Lydia Schatz, que morava na Califórnia. Um dia depois foi registrada a morte de Hana Williams, de Washington. Todas elas mortas por espancamento. Os pais foram presos e cumprem pena por homicídio.
O terceiro caso aconteceu no estado da Carolina do Norte e a mãe teria sufocado a criança com o cobertor. As perícias realizadas pelos legistas mostram que todas as crianças foram castigadas, antes de morrer, por artefatos de plástico, exatamente como está descrito no livro. informações Gospel Prime

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