quarta-feira, 27 de julho de 2016

Eu preciso de Santidade.

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Amados irmãos e irmãs, A Paz do SENHOR JESUS !!!
Especialmente nesta semana reservada pelo Geração Jovem para celebrarmos a Santidade e chamarmos nossos amados irmãos e irmãs a viverem cada vez mais mergulhados nela, nossa coluna desta semana tratará sobre a "Necessidade de Santidade na vida cristã".


Na Bíblia Sagrada há muitíssimos textos nos chamando à Santidade, textos estes que o SENHOR, nosso Deus, utilizando-se de Seus santos profetas, expressou Sua vontade de sermos santos para nos tornarmos cada vez mais parecidos com Ele, que é Santo.



A palavra santo significa separado, isto é, apartado, removido, distinto; aplicando o termo à vida cristã percebemos que a santidade não é um patamar espiritual automático, mas sim, um processo que muitas vezes dura muito tempo. Do termo santidade surgiu o termo santificação (gr. hagiasmos), que se trata exatamente do processo de tornar santo, que consiste três etapas: a santificação instantânea, progressiva e plena.



A santificação instantânea: se dá quando a pessoa, ao ouvir a pregação do Evangelho de Cristo e é convencida pelo Espírito Santo do pecado, da justiça e do juízo, esta se arrependendo do pecado e aceitando a Jesus como Seu Senhor e Salvador, naquele momento ela recebe o perdão dos pecados que cometeu, e, segundo a Palavra do SENHOR, o Sangue de Jesus o purifica de todo pecado (1Jo 1.5-7; Pv 28.13);



A santificação progressiva: é a santificação do nosso cotidiano, aquela que nós precisamos exercitar para termos uma comunhão mais íntima com Deus e conservarmos a aliança que Ele fez conosco através do sacrifício de Jesus na cruz. A santificação progressiva consiste em nos afastarmos do pecado que tenta entrar nas nossas vidas diariamente para que venhamos a perder a nossa salvação e nos fazer tornar à nossa vida pregressa, a conduta que vivíamos antes de conhecermos a Jesus (2Pe 2.20-22). Ou seja, quem está em Cristo, caso deixe que o pecado torne a entrar a sua vida, este corre o risco de cair. Por isso que o Apóstolo Paulo enfatiza a necessidade da santificação progressiva, quando afirmou categoricamente: "Aquele, pois, que  cuida estar em pé, olhe que não caia" (1Co 10.12). Mais à frente trataremos mais detalhadamente sobre esse tipo de santificação e algo equivocado que se ensina sobre a mesma.



A santificação plena: se trata do estado dos salvos em Cristo após o arrebatamento da Igreja, no qual nossos corpos não estarão mais sujeitos às limitações humanas provenientes do pecado, pois, no ato do arrebatamento, nossos corpos estarão glorificados como o do Senhor Jesus, e não estarão mais sujeitos à morte, às enfermidades, aos sentimentos humanos, muito menos aos sentimentos pecaminosos (1Co 15.50-56). Neste estado de santificação, ela se dará de forma definitiva e instantânea no ato do arrebatamento da Igreja. Um fato bastante interessante é que aqueles que forem arrebatados, são os felizardos que têm seu nome escrito no Livro da Vida do Cordeiro (Mt 25.31-46; 1Ts 4.13 - 5.3; 1Jo 3.1; Ap 5.6-12), e estes não passarão pelo juízo Final, ou Juízo do Trono Branco (Ap 20.11-15).



Amados irmãs e irmãs, a santidade, como já vimos, consiste em vivermos afastados do mundo e suas concupiscências para vivermos em Cristo, isto é, não praticando a corrupção e imoralidades do mundo. Devido ao sincretismo religioso e doutrinário em alta, convencionou-se entre ensinadores que se intitulam cristãos, que a santidade é apenas o fato de aceitar a Jesus como Salvador, e daí em diante pode-se viver da forma que bem entender, pois, dizem eles, o Sangue de Jesus nos purifica do nosso pecado e nos garante a salvação independentemente do que praticamos depois de conhecermos a verdade da Palavra de Deus.

Mas o ensino bíblico não diz isto. Quando analisamos com cuidado alguns textos bíblicos que fazem alusão à santidade da vida cristã, observamos que a salvação que recebemos no ato da nossa conversão pode ser perdida se voltarmos às práticas mundanas, pois, como disse Paulo, "Assim que,se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo" (2Co 5.17). Note que este ensino não é recente, pois esta epístola pastoral de Paulo direcionada aos Coríntios foi escrita aproximadamente em 55/56 d. C., isto é, 1958/1959 anos atrás, deixando evidente que este ensino equívoco se estende a muito tempo.


Se dirigindo aos gálatas, Paulo, impelido pelo Espírito Santo, nos ensinou que fomos chamados à liberdade, mas que não deveríamos confundir esse fato com a liberalidade para darmos ocasião à carne e pecarmos deliberadamente. Sabemos que a inclinação da carne é inimizade contra Deus (Rm 8.6), e que a carne cobiça contra o Espírito (Gl 5.17), e isto significa que aquilo que a natureza humana (a carne) almeja  se constitui inimizade contra Deus. Raciocine comigo: Se você fosse um rei/rainha, e fosse proprietário(a) de um reino muito próspero e quisesse entregá-lo a alguém, você entregaria a algum inimigo seu? Logicamente que não. Eu também não faria isto. Deus também não entregará Seu Reino àqueles que se constituem inimigos dEle, ou seja, aqueles que praticam as obras da carne, mas sim, àqueles que andam pelo Espírito Santo e praticam a justiça expressa nas páginas aurifulgentes da inequívoca e santa Palavra de Deus (Gl 5.13-24).



Os ensinadores do "liberalismo cristão" apregoam que o Sangue de Jesus purifica de todo pecado, e segundo eles, isto implica que podemos viver ao nosso bel prazer, comunicando com as obras das trevas, e fazendo sem peso na consciência aquilo que a carne nos chama a fazer. Verdadeiramente o Sangue de Jesus tem poder para nos purificar de todo e qualquer pecado, desde que aquele que o praticou o reconheça como errado, se arrependa e MUDE DE COMPORTAMENTO, para viver em Cristo, pois viver alegando que está em Cristo e praticando as obras da carne, pecando de forma consciente achando que o Sangue de Jesus vai purificá-lo do pecado porque ele/ela se diz crente, esta pessoa está redondamente enganada, pois está profanando o sangue de Jesus, como disse o escritor da carta aos Hebreus (Hb 10.26-31). Quando o escritor diz que existe pessoas que têm por profano o Sangue do testamento, ou seja, o Sangue da Nova Aliança (Mt 26.27,28), ele certamente se dirigia a esse tipo de pessoas que pecam deliberadamente achando que, depois de pecar e simplesmente pedir um perdão, o Sangue de Jesus irá purificá-lo, tornando o sangue de Jesus profano no sentido de comum, não no sentido de ineficaz. Logicamente que o "liberalismo cristão" não tem fundamento nas Escrituras, pois, como disse Paulo, "[...] os que estão em Cristo crucificaram a carne com sua paixões e concupiscências" (Gl 5.24). No Antigo Testamento Deus expressou categoricamente pelo ministério de Ezequiel, que, aquele que vivia uma vida dissoluta, ou seja, longe dos Seus propósitos, e se converteu, esse viverá, porém aquele que vivia uma vida justa e se distanciou do caminho da justiça, aquilo de bom que ele praticava antes da queda moral não será levado em conta para sua salvação, pois é como se ele estivesse rasgando e lançando ao fogo toda a história de justiça e boa conduta que ele havia construído (Ez 18.21-24). Este princípio não foi anulado, e muito pelo contrário está em vigor. Note a história de Ananias e Safira, que viviam em comunidade com a Igreja primitiva sob a supervisão e ensino dos Apóstolos, mas pecaram mentindo ao Espírito Santo, e morreram por causa disto (At 5.1-11). Note que aquilo que eles haviam praticado de bom antes de pecarem não foi levado em consideração quando eles resolveram prevaricar contra o Espírito do SENHOR, sofrendo assim a pena pelo pecado seríssimo que cometeram.



Portanto, amados irmãos e irmãs, a Santidade na vida cristã é a condição irrevogável para conseguirmos manter nossa salvação juntamente com a esperança de herdarmos o reino dos Céus, e vermos ao SENHOR face a face.




"Porque eu sou o SENHOR, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque eu sou santo."            (Lv 11.45)



Amém.



Por Valney Rodrigues

Colunista - Geração Jovem

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